Embora não seja um país tão avançado em Direitos LGBTs e exista muito preconceito por lá, ainda que não exista violência contra (a diferença de uma nação que investe em educação!), a cidade de Toquio no Japão acaba de dar mais um passo rumo a igualdade de direitos de seus cidadãos.


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Motivada a criar medidas mais progressistas para atender requisitos internacionais por ser a próxima cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2020, a Assembleia de Tokyo, acaba de aprovar uma lei anti-discriminação LGBT.

Além de garantir episódios de LGBTfobia como crime, na cidade agora, por exemplos, casais homoafetivos tem direitos como a visita ao parceiro em UTI nos hospitais. Em todos os espaços públicos também fica vetado qualquer tipo de discriminação.

Claro que teve gente chiando contra, como em todo lugar. No início deste ano, uma deputada japonesa, Mio Sugita, chegou a dizer que “se reconhecesse as uniões homoafetivas, daqui a pouco japoneses poderiam casar com animais e eventualmente destruir a sociedade”. Ai, ai, ai… até quando?

Mio Sugita, o Marco Feliciano de Tóquio.

Ainda sendo conservador, o Japão é relativamente moderno em relação a aceitação LGBT se comparado a outros países asiáticos. Embora no país não existam leis federais, oito cidades como Fukuoka e Sapporo, reconhecem a união homoafetiva legalmente.

Foto da Tokyo Rainbow Pride

Autoridades também permitiram que seja incluído no plano de ensino municipal, questões de orientação sexual e gênero nas escolas a pré-adolescentes, o que a deputada homofóbica Mio Sugita também foi a público criticar: “Por que não continuamos dizendo que só existe dois sexos: macho e fêmea?”, em toda sua ignorância sobre gênero (que não significa sexo biológico) e orientação sexual (por quem uma pessoa pode se atrair).

Cada país tem o Marco Feliciano que merece, né gente? Podem chiar a vontade que a gente vai continuar levando o mundo pra frente!

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).