O TikTok, aplicativo que permite o compartilhamento de vídeos e tem bombado entre os jovens do mundo todo, foi acusado pelo jornal “The Guardian” de censurar conteúdos LGBTs na Turquia.

O jornal teve acesso a um material entregue aos moderadores de conteúdo da plataforma onde havia uma seção inteira dedicada à censura de conteúdos pró-LGBTs.
Atividades íntimas (de mãos dadas, tocando, beijando) entre casais do mesmo sexo, assim como relatos de grupos homossexuais, incluindo notícias, músicas, personagens, programas de tv e fotos e discursos que envolvam a defesa de direitos LGBTs (slogans, hashtags..), seriam automaticamente bloqueados e os usuários banidos da plataforma.

Outro dado revelado é a manipulação dos algoritmos para que esses conteúdos não tenham tanta visibilidade.

A matéria aponta que essas medidas foram tomadas para ir de acordo com o atual regime da China (o app é de origem chinesa) e acabou se estendendo para outros países mais conservadores. Mesmo assim, a maneira restrita com que a plataforma lidou com as leis anti-LGBTQ+ foram consideradas exageradas e desnecessárias, já que, são exatamente esses países que precisam que esses conteúdos existam para que possam promover a tolerância, o respeito e a aceitação.

Após a publicação da denúncia, um representante da plataforma comentou sobre o caso em uma nota oficial:
O TikTok é uma plataforma para a criatividade e comprometida com a igualdade e diversidade. As diretrizes referenciadas sobre o conteúdo LGBTQ na Turquia não estão mais em uso desde maio deste ano. Estamos fazendo progressos significativos e trabalhando em abordagens mais assertivas e refinamento local das políticas globais (…). Reconhecemos a necessidade de fazer mais

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

No comunicado oficial, um porta-voz também explica que o aplicativo já trabalha com moderadores locais que tem como intuito a personalização dos seus serviços e um melhor entendimento dos contextos sociais existentes em cada país.