Mesmo diante de um Ninguém solta a mão de ninguém, a comunidade LGBT tem se articulado na pretensão de deixar o país desde que o atual presidente assumiu, em janeiro de 2019. Jean Wyllys, sob ameaças de morte, abriu mão de seu cargo de deputado federal e saiu do país às pressas. E o clima de tensão instaurado não diminui, só aumenta conforme os dias avançam.

Em dados divulgados pelo Grupo Gay da Bahia, só em 2017 foram registrados 445 casos de assassinatos de homossexuais no país; os número do ano passado (2018), ainda não foram divulgados. Com essa estatística, o Brasil assume a liderança no ranking de país que mais mata LGBTs.

Segundo relatos colhidos em grupos voltados a comunidade LGBT, os problemas teriam começado durante as eleições presidenciais e ganhado força com a eleição de Bolsonaro; com sua posse então, a comunidade LGBT vive um momento de incertezas e inseguranças. Diante dessa onda de terror, muitos LGBTs estão se preparando para se exilar fora do país em busca de segurança e iniciar uma nova vida, temendo pelo seu próprio bem-estar.

Para uma grande maioria, a eleição de Jair Bolsonaro é mais que o suficiente para intimidar.