Oras bolas, não se pode nem fazer xixi em paz!

Depois da criminalização da homofobia, outro processo ainda caminha no STF sobre direitos homossexuais. É que está para ser decidida a questão de que pessoas transgêneras, sejam elas femininas ou masculinas, podem usar o banheiro de acordo com o gênero que se identificam.

Só pra fazer o mesmo que todos nós lá dentro… Quem se incomodaria com isso, não é mesmo? Infelizmente muita gente! Gente pequena e fiscal de xibiu!

Uma pessoa transgênero deve usar o banheiro de acordo com sua identidade de gênero e isso é muito simples. Mas muitas pessoas ainda acham que não, e com isso, os transexuais são diariamente expostos a constrangimentos na hora de ir a banheiros públicos.

Se mulheres trans vão ao banheiro masculino, além de estarem indo contra sua própria identidade (em um ato de desrespeito a si), podem ser objeto de bullying, violência e/ou assédio por parte dos homens. Se forem aos banheiros femininos, muitas mulheres cisgênero (que nasceram biologicamente do sexo feminino) se incomodam…

Já os homens trans, também podem sofrer discriminação de homens cisgêneros no banheiro masculino… E usar o banheiro feminino seria bizarro tanto às mulheres cis e trans que frequentam, quanto inadequado para eles próprios de acordo com a sua identidade.

É um constrangimento enorme ao qual pessoas trans são expostas diariamente. Por conta disso, desde 2014 tramita no Supremo Tribunal Federal a ação que pede a igualdade de identidade de gênero no uso de banheiros públicos.

O Ministro Fux pediu mais prazo para poder tomar a decisão visto que isso impactará sobremaneira todas as pessoas. Por mais que isso incomode heterossexuais cisgêneros – por ignorância na questão ou preconceito – e muitos deles fiquem incomodados, nada disso vai diminuir a vontade humana de fazer xixi (ou outros dejetos tão humanos quanto seja você cis ou trans) enquanto se discute na porta do banheiro quem vai onde.

É preciso apoiar os transexuais nesta questão pois, você nunca viveu isso mas, colocar-se no lugar do outro é coisa muito importante. Empatia que chama!