Com 20 anos, Gabrielle Gambine tem conquistado cada vez mais espaço no mundo da moda e se mostrado ciente do nome e legado que carrega.

Em entrevista ao jornal “Extra“, a jovem que é sobrinha da icônica Roberta Close, comentou sobre sua transição (iniciada a pouco mais de um ano ) e o medos que vieram quando se descobriu trans:

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Tive medo do abandono, julgamentos de amigos, familiares, medo do estado e da sociedade hostil, que são extremamente hipócritas e nos subjulgam, condenam, patologizam, desumanizam e não nos dão oportunidade de uma existência digna, na rua, na escola, na universidade e no mercado de trabalho”.

A modelo, que diz escolher a dedo as marcas em que associa sua imagem, procurando sempre aquelas que proporcionem representatividade, também reforçou a importância de Roberta Close em sua vida:

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Me ajudou e beneficiou enquanto referência de coragem, beleza e sabedoria. Ela é um ícone fashion e uma pessoa incrível! Ter alguém assim na minha família foi um privilégio, porque tive um exemplo de que nós, pessoas trans, podemos e somos capazes de fazer e exercer uma profissão e o que quisermos nas mais diferentes áreas, como qualquer outra pessoa”.

Ao ser questionada sobre a cirurgia de redesignação sexual, Gabrielle deixou claro que isso não é uma prioridade no momento : “As pessoas focam tanto na cirurgia que, às vezes, chega a ser desconfortável. Existem muitas possibilidades e mulheridades possíveis de se construir, muitas formas de ser mulher e fazer ou não a redesignação não vai me fazer mais ou menos mulher“.