Quando o Estado não é capaz (e isso nem é função estatal) de promover as telecomunicações no País, ele concede o serviço para empresas privadas.

Isso aconteceu nos anos 2000 quando a Telesp virou Telefônica que, virou Vivo, por exemplo. Fato está que quando foi concedido o serviço de telecomunicações, o importante era que houvesse a universalização da telefonia fixa. Telefones eram caros e raros.  Ninguém previu, entretanto, que o telefone fixo ia desaparecer da maioria das casas e, o foco seriam os celulares, antes pré-pagos na maioria e hoje, com as migrações por causa do preço, pós-pagos.

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Nem em filmes de ficção científica se imaginou que haveria esse boom das telecomunicações em que todos os habitantes do Brasil poderiam ter um celular.

Depois, com a tecnologia de Internet no celular, com a chamada banda larga e 3G, 4G e agora 5G, você fica conectado quanto tempo quiser em qualquer lugar.

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Qualquer lugar, é modo de dizer.

O novo marco regulatório permite que as empresas de telefonia passem todos os seus investimentos para Internet com vistas à universalização mas, o que não aconteceu ainda no país todo, foi a concorrência que é a única coisa que barateia o preço.

Nós de São Paulo podemos escolher qualquer operadora mas, nos rincões do Brasil, não é bem assim e, o novo marco regulatório que é a mudança das leis que derivam da privatização das empresas de telecomunicação, pode afetar o mais importante: a universalização do serviço que é todo o território brasileiro coberto pelo sistema tanto de telefonia como de Internet.

Como sempre, quem sai ganhando são as empresas que, à beira da bancarrota, como a Oi, vão tomar um fôlego de investimentos estatais. Ou melhor, vão investir seus dinheiros nos seus próprios negócios ao invés de pagar ao governo.

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Os consumidores, por sua vez, servem só para pagar…