O serial killer americano Gary Bowles, atualmente com 57 anos, matou seis homens gays em 1994. Ele era conhecido como “I-95” e despistou a polícia por nove meses enquanto fugia usando documentos falsos e roubados até finalmente ser capturado.

Bowles recebeu pena de morte em seu julgamento em 1996, mas a sentença foi revertida pela Suprema Corte da Flórida, quando em 1999 voltou à condenação original em um vai e vem de recursos na justiça.

Desde então já se passaram 20 anos do assassino homofóbico na fila da morte da prisão, desde que, entre março e novembro de 1994, Bowles matou seis homens gays exclusivamente por conta da orientação sexual dos rapazes. Ele confessou os assassinatos e motivação à polícia quando foi encontrado.

Sua primeira vítima foi um homem de 59 anos chamado Walter Hinton, com quem Bowles chegou a viver junto na Flórida depois de conhecê-lo em um bar. Bowles o sufocou e bateu até a morte e depois fugiu para Washington DC, roubando seus cartões de créditos e o carro, algo que ele também fez com as outras vítimas.

Gary na época em que foi capturado.

Durante os próximos 8 meses após o primeiro assassinato, mais 5 vítimas tiveram o mesmo destino em suas mãos: a morte após serem seduzidas, roubadas, e então espancadas e mortas.

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Os homossexuais assassinados incluem John Hardy Roberts, de 59 anos, David Harman, de 38 anos, Milton Bradley, de 72 anos, Alverson Carter Jr, de 47 anos e Albert Morris de 38 anos.

Em depoimentos à polícia, Bowles confessou ter tido uma infância difícil e uma educação violenta que o levou a sair de casa aos 14 anos, quando começou a trabalhar como garoto de programa para se sustentar.

Ele foi preso pela primeira vez em 1982, aos 20 anos, por atacar brutalmente sua então namorada, sendo condenado a seis anos de prisão e ganhando a liberdade após três anos atrás das grades.

Bowles disse à polícia que depois de deixar a prisão, se mudou para Daytona Beach, Flórida, onde passou a viver com a namorada, escondendo dela sua profissão. Ainda de acordo com Bowles, sua namorada engravidou, mas fez um aborto depois que descobriu seu verdadeiro trabalho como garoto de programa.

Bowles afirmou a polícia que isso significou então para ele (em sua loucura), que a culpa do aborto de seu filho era destes homens gays – maioria de sua clientela – o que o levou à fúria assassina, seduzindo homens para depois matá-los.

Sua execução está agendada para a próxima quinta-feira, 22 de agosto, caso não seja novamente adiada pela justiça por algum recurso.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).