Em tempos de pura tecnologia nas mãos, através do seu celular com wi-fi, ficou muito fácil encontrar um companheiro ou companheira para a sua vida ou, até mesmo para uma noite só.

São inúmeros os sites de relacionamento que acabam por juntar pessoas e atropelam a paquera de antigamente.

Ficou mais fácil, a partir do match, já marcar um encontro.

Conheço mais de um casal que acabou se juntando e vivem juntos e se conheceram em sites de relacionamento.

Mas, existe um outro tipo de site que, em termos de direito de família, é um cubo mágico ou um quebra cabeças de mil e tantas peças: os sites de patrocínio.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

A moça ou o moço que são sugar babies, como são chamados, não são obrigatoriamente profissionais do sexo.

Se o fossem, juridicamente não haveria qualquer problema com o “bancar” de um pelo outro que estão se relacionando.

Se fossem profissionais do sexo, estariam não num site de encontros mas, em sites que efetivamente promovem a auto prostituição posto que no Brasil, a prostituição não é ilegal. Ilegal é explorar a prostituição.

Explorar a prostituição não é ter um site que apresenta meninos e meninas para agendamento de encontros mediante pagamento. Explorar é ficar com parte do lucro deste serviço como parte do negócio.

Os sites do “bancar alguém” também não são ilegais porque, ao que parece, eles não cobram nada dos que são patrocinados mas, dos patrocinadores que têm uma conta mensal no site para poderem acessar os babies que estão lá.

O problema jurídico é que, não sendo um profissional do sexo e, você resolveu bancar alguém, depois de algum tempo, por mais que se tenham conhecido nesse site e o contrato seja – entre aspas – “Claro”, as implicações do direito de família e patrimoniais sobre essa relação podem ser postas à prova no Poder Judiciário.

Não tenho notícia ainda de nenhum caso de família ou de pretensão do babie em relação ao daddy ou mommy. Todavia, os patrocinadores devem ficar bem espertos porque vão ter dor de cabeça jurídica com essa história. Ganhar um processo é outra coisa mas, mover o processo para tentar manter essa situação de “bancar”, isso o babie pode fazer e, só vai te causar problemas e gastos enormes…