Depois que Janelle Monáe lançou os videoclipes de “Make Me Feel” e “Pynk”, ambos explicitamente Queer, as especulações sobre sua sexualidade ficaram fora de controle. A cantora de 33 anos falou sobre o assunto pela primeira vez em entrevista à Rolling Stone e revelou que estava “aterrorizada” com o que os outros pensariam depois de sair do armácomo pansexual e agora como Queer.

“Tive crises de ansiedade”, explicou a cantora. “Sou grata que eu não permiti que o medo atrapalhasse minha liberdade.” Enquanto falava sobre seu novo álbum, Dirty Computer, Monáe disse que ser uma mulher negra e queer muitas vezes pode dificultar a divulgação de seu trabalho.

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“Ser jovem, queer e negra na América significa que você pode ser mal compreendida”, disse ela. “Só espero que possamos chegar a um ponto em que as mulheres negras que não se identificam como estritamente heterossexuais sejam tratadas de forma normal. Quando eu li sobre pansexualidade e fiquei tipo ‘Oh, essas são coisas com as quais eu me identifico também’. Estou aberta para aprender mais sobre quem eu sou, eu não tenho mais medo.”

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Monáe disse que sentiu que a forma como foi criada e educada em Kansas, teve um papel importante em sua dificuldade de aceitar sua sexualidade.

“Eu cresci lá, em uma cidade muito pequena, e fui criada em uma igreja batista; ser qualquer coisa diferente de heterossexual é um pecado nessa comunidade, e enquanto eu crescia, sempre me disseram que eu iria para o inferno se eu não fosse hétero,” ela explicou.

Mas depois fazer terapia, Monáe conseguiu  falar sobre seus sentimentos em relação à sua sexualidade: “Depois que eu tive essas conversas comigo mesma e vi um terapeuta, tive que falar sobre o que significa me identificar como bissexual.”

Ela continuou, explicando as perguntas que fazia a si mesma: “O que isso significa? Como descobrir o impacto do relacionamento que eu estava na época? Como eu falo sobre isso com minha família […] voltar para a minha igreja? Eu tive que ter conversas comigo e com as pessoas que me amam e se preocupam comigo, e percebem que podem não entender o que significa para mim ser uma pessoa que se identifica como queer neste mundo.”

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Na temporada mais recente de Queer Eye, uma das participantes da temporada foi uma jovem lésbica negra chamada Jess. No episódio, ela conta que Monáe foi uma inspiração para ela.

Monáe disse que ver Jess no programa significou muito para ela: “Cara, o fato de que minha música alcançou outra jovem negra como ela, e isso a ajudou em sua vida, me faz sentir como se eu estivesse fazendo algo certo nessa vida e é realmente o que eu deveria estar fazendo e vou fazer pelo resto dos meus dias”.

Ela acrescentou: “Uma coisa que eu percebi foi que, quando você vive a sua verdade, você pode inspirar e incentivar as pessoas a fazerem o mesmo”. Monáe também deu conselhos aos jovens que estão descobrindo a si mesmos, inclusive para terem paciência e não tomar decisões baseadas no medo.

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“Eu acho que há muito poder em não se rotular. Dito isso, há também o poder de dizer “é assim que eu me identifico” e ter uma comunidade com pessoas com as quais você se identifica “, disse ela.  “Todos estão em uma jornada de autodescoberta, e aqueles de nós que não podem entender a jornada dos outros devem ser mais empáticos, tolerantes e solidários”, concluiu.