O ator canadense Connor Jessup acaba de revelar publicamente que é gay pela primeira vez. Famoso por papéis nas séries American Crime e Falling Skies, o rapaz falou sobre o assunto em um post em seu Instagram, onde explicou o por quê decidiu compartilhar com o mundo sua orientação sexual.

“Eu sabia que era gay quando tinha treze anos, mas escondi isso por anos”, escreveu ele. E continuou: “Escondi sob o resto da minha confusão emocional. E descobri que não vale a pena!”.

No mesmo post, ele também reconheceu seus privilégios: “Sou um homem branco e cis de uma família liberal de classe média alta. Aceitação nunca foi uma questão. Mas ainda assim, tive medo e escondi. Demorei anos. E só estou dizendo isso hoje porque não tive coragem até agora.”

Connor em seguida falou sobre os papéis gays que já interpretou, incluindo Oscar em 2015, pelo drama Closet Monster, revelando que sente vergonha de si na época, quando falava do personagem como se fosse uma identidade diferente da sua.

“Me dói lembrar que falei sobre os personagens gays que interpretei de uma distância quase antropológica, como se não me identificasse com eles. Essas situações são bizarras e embaraçosas para mim agora, mas na época elas era como eu lidava”, acrescentou.

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Ele terminou seu post fazendo uma declaração aos LGBTs: “Se você é gay, bi, trans, dois-espíritos ou está em dúvida, se você está confuso, se você está com dor ou se você está sozinho: você faz o mundo mais surpreendente e melhor. Para todos os queers, desviantes, desajustados e amantes em minha vida: eu te amo ”.

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I knew I was gay when I was thirteen, but I hid it for years. I folded it and slipped it under the rest of my emotional clutter. Not worth the hassle. No one will care anyway. If I can just keep making it smaller, smaller, smaller…. My shame took the form of a shrug, but it was shame. I’m a white, cis man from an upper-middle class liberal family. Acceptance was never a question. But still, suspended in all this privilege, I balked. It took me years. It’s ongoing. I’m saying this now because I have conspicuously not said it before. I’ve been out for years in my private life, but never quite publicly. I’ve played that tedious game. Most painfully, I’ve talked about the gay characters I’ve played from a neutral, almost anthropological distance, as if they were separate from me. These evasions are bizarre and embarrassing to me now, but at the time they were natural. Discretion was default, and it seemed benign. It would be presumptuous to assume anyone would care, yeah? And anyway, why should I have to say anything? What right do strangers have to the intimate details of my life? These and other background whispers––new, softer forms of the same voices from when I was thirteen, fourteen, fifteen…. Shame can come heavy and loud, but it can come quiet too; it can take cover behind comfort and convenience. But it’s always violent. For me, this discretion has become airless. I don’t want to censor––consciously or not––the ways I talk, sit, laugh, or dress, the stories I tell, the jokes I make, my points of reference and connection. I don’t want to be complicit, even peripherally, in the idea that being gay is a problem to be solved or hushed. I’m grateful to be gay. Queerness is a solution. It’s a promise against cliche and solipsism and blandness; it’s a tilted head and an open window. I value more everyday the people, movies, books, and music that open me to it. If you’re gay, bi, trans, two-spirit or questioning, if you’re confused, if you’re in pain or you feel you’re alone, if you aren’t or you don’t: You make the world more surprising and bearable. To all the queers, deviants, misfits, and lovers in my life: I love you. I love you. Happy Pride!

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).