Por incrível que pareça, somente ontem à noite eu vi pela primeira vez, o filme “Com amor, Simon.”.

O filme é de uma delicadeza impressionante e, muito embora tenha a temática gay, não é um filme eminentemente gay mas, um filme que fala dos conflitos todos da adolescência.

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Todavia, o filme é de 2017 e, como é muito atual, é um filme que retrata o drama de hoje sobre sair do armário. O medo não é mais da rejeição, até porque ele não nega de maneira alguma a sua condição, nem no momento em que é exposto pelo colega chantagista. Nessa cena, ele chega a dizer à irmã mais nova: “Não é mentira, por quê eu negaria?”

Mas, ele tem pais acolhedores, amigos acolhedores e, um roteiro acolhedor, porque é um filme.

Mesmo lá naquela cidadezinha distante da loucura da metrópole, é 2017, é tempo de Trump na presidência e, tempos obscuros de fascismo.

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A grande diferença entre as saídas de armário de antigamente e as de hoje é que a pergunta que Simon tem na cabeça é: por que os héteros não precisam se expor?

A pergunta que tínhamos na cabeça é: vão nos aceitar da mesma forma?

Fato é que o algoz maior de todos os homossexuais, sejam de que gênero forem, é ele mesmo. Ninguém poderia ter me mortificado mais, me castigado mais, me punido mais do que eu mesmo.

A homofobia, ratificada por um discurso não inclusivo que está tomando conta do Brasil há alguns anos, é fruto do que as pessoas pensam sobre os gays de todos os gêneros.

Torço para que, esses pobres preconceituosos de hoje, estejam com seus dias contados e que as novas gerações não tenham que passar pelo que passamos. Radicalização nunca foi a solução para nada mas, somente a naturalização dos processos.

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As crianças de hoje já não se perguntam porque o tio gosta de outro tio e não da tia. Simplesmente entendem que aquele tio é marido do outro tio e pronto.

Mas, até que essas crianças cresçam e possam tomar conta do mundo, ainda temos longos anos pela frente.

Mas como eu disse, cada vez mais, o “Com amor, Simon” é um filme educativo que deveria ser visto por todos.