Ernesto Paglia, numa entrevista ontem no Fantástico com a atriz e agora secretária de cultura, Regina Duarte, a alertou com uma pergunta: Mas o governo não governa para todos?

Ernesto Paglia, numa entrevista ontem no Fantástico com a atriz e agora secretária de cultura, Regina Duarte, a alertou com uma pergunta: Mas o governo não governa para todos?

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Foi a terceira e última vez que Regina foi exposta em sua pequenez e em seu discurso servil ao governo que integra: primeiro, foi quando disse que não poderá fazer nada contra o racista diretor da Fundação Palmares. Depois, quando o repórter lhe perguntou por que não havia colegas dela na posse e, por último, a cartada final de Ernesto que pergunta como ela poderia fazer parte de um governo que flerta com a ditadura e ela disse que não porque a história é dinâmica e estamos em outro momento.

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Ernesto continuou: Parece haver um movimento conservador tentando coibir determinadas formas de expressão artística. De que maneira a Secretaria da Cultura pode atuar nessas situações?

Ele se referia ao grande número de conservadores de direita e religiosos que apoiam este governo e que ajudam diariamente a acabar com as políticas públicas para as minorias LGBT, negros, etc. Regina, dizendo a que veio, que é atender aos anseios de um capitão pseudo-conservador posto como presidente de um país, disse num ato falho mas, com segurança: Eu acho que o dinheiro público deve ser usado de acordo com algumas diretrizes importantes, porque, é o que população que elegeu esse governo espera dele.

Ou seja, disse com todas as letras que esse governo governa para quem o elegeu…

Melhor dizendo, governa para conservadores, para a elite da direita, para religiosos, para fundamentalistas e para fiscais de conduta alheia.

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Errada está a secretária recém empossada: é justamente com o dinheiro público que se faz as políticas para as minorias. É o governo, em todos os seus níveis quem deve, educar a população sobre como acolher, conviver e tratar as minorias, quaisquer que sejam elas. As maiorias, Senhora Secretária, já estão representadas, como o nome diz, pelas maiorias. Ninguém precisa de uma peça de teatro para questionar a heterossexualidade. Ninguém precisa de uma peça de teatro para dizer que a escravidão foi boa para os descendentes, como disse o presidente da Fundação Palmares.

Isso, a maioria já tem o conceito errado na cabeça. É preciso educar a maioria e não, calar as minorias…