Em entrevista recente ao jornal Estado de São Paulo, a atriz Regina Duarte, demonstrou toda sua falta de empatia e mesmo noção da realidade.

Na tentativa de defender o presidenciável assumidamente homofóbico e já processado por racismo pela PGR, a atriz veterana tentou passar o pano e minimizar o preconceito ao afirmar:

“Quando conheci o Bolsonaro pessoalmente, encontrei um cara doce, um homem dos anos 1950, como meu pai, e que faz brincadeiras homofóbicas, mas é da boca pra fora, um jeito masculino que vem desde Monteiro Lobato, que chamava o brasileiro de preguiçoso e que dizia que lugar de negro é na cozinha. Sem nenhuma maldade!”.

É isso mesmo. “SEM NENHUMA MALDADE”, disse Regina. A mulher branca, rica e classe alta querendo dizer o que é ou não racismo. Querendo dizer o que é ou não homofobia. Tudo isso sem nunca ter sofrido qualquer um destes males na pele. Que vergonha!

Piada? Sem maldade? Em 1950, né Regina? Onde sua mente ficou junto com a memória, que como o ator José de Abreu lembrou, não deve funcionar muito bem, uma vez que você precisa de ponto eletrônico pra gravar ao invés de decorar suas próprias falas.

A atriz ainda afirmou que cogitou votar em João Amoedo ou Geraldo Alckmin nas eleições 2018, mas ao ver a adesão do país a Bolsonaro, repensou seu voto da seguinte forma: “Foi quando notei o tamanho da adesão desse país ao Bolsonaro e pensei: eu sou esse país, eu sou a namoradinha desse país.”

Parabéns Regina! A Alemanha aderiu ao Nazismo. O mundo durante muito tempo aderiu a escravatura. Vai nessa sim!

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).