Às vésperas de completar noventa anos, talvez o mais antigo apresentador de televisão do Brasil, Silvio Santos, ainda continua destilando seu veneno misógino, racista e homofóbico.

Por que razão ainda toleramos isso?

Porque a sociedade em que vivemos é exatamente igual ao público dele: misógina, racista e homofóbica.

Neste final de semana, parece que mudou as regras de um concurso em seu programa porque viu que uma candidata negra ganharia o tal concurso.

Mas, a vítima do racismo deu entrevistas dizendo que não adianta processar porque ele tem muitos advogados e ela passará a não se apresentar em nenhuma emissora. Ele apronta o que apronta e se esconde atrás de sua fortuna. Caso clássico no Brasil e no mundo.

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Muitas foram as conquistas da comunidade mas, ter apresentações de travestis dublando músicas em seu programa nunca fez dele empático com nossa causa. Seu objetivo sempre foi da audiência e, de tirar sarro desses artistas depois de suas apresentações.

Em busca de minutos de fama, muitas travestis fizeram apresentações em seu programa.

Hebe Camargo, que estaria com a mesma idade que ele, ou por volta disso, sempre respeitou a comunidade gay, sempre falou abertamente sobre os problemas de homofobia, antes mesmo que essa palavra estivesse no vocabulário de todo mundo.

É bem verdade que o homem tem o seu valor como empresário pois, começou como vendedor ambulante e hoje é dono de um império. Acho até que é isso que encanta as pessoas que o seguem todos os domingos em seu desprezível programa: ele é rico mas, já foi como nós (a maioria de sua plateia é de mulheres e de baixa renda).

A desinformação é que faz com que as pessoas sejam misóginas, homofóbicas e racistas.

Sobre isso, inclusive, temos a comemorar neste final de semana a eleição de uma mulher negra como Miss Universo.

Bem no final de semana, a atitude de Silvio Santos ficou pequena, pequena como ele. Um homem ultrapassado que se esconde atrás de uma eventual senilidade para praticar os abusos que faz no seu programa.

Aqui no Brasil esse tipo de concurso caiu da moda mas, está sempre na moda festejar a diversidade, a empatia e a tolerância.