Acaba de ser alterado o decreto das armas pelo Gabinete da Presidência da República. Em mais uma trapalhada, voltou-se atrás novamente, porque o decreto liberava a compra por civis, de fuzis de uso restrito das forças policiais e Forças Armadas Brasileiras.

Além do mais, os candidatos a comprar armas não precisam de grande coisa além de dinheiro e um cursinho de tiro em qualquer biboca para se dizerem aptos a tanto.

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Também liberou-se a caça a animais – medida absurda – no século XXI e mais ainda, num país cuja biodiversidade é tão pouco protegida. Mas não é sobre as trapalhadas ou, contrapartidas do governo a quem o elegeu que eu quero falar. Quero falar sobre respeito!

Imagine você, que em 2019, o Grupo Gay da Bahia fez um levantamento que diz que um LGBT morre por sua condição a cada 20 horas no Brasil. Jefferson Nascimento, Doutor em Direito Internacional pela USP fez um levantamento dizendo que um feminicídio é cometido a cada 4 horas no Brasil em 2019.

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Segundo a Folha de São Paulo, entre 1980 e 2016, 910 mil pessoas morreram por ataques de armas de fogo. Na Segunda Guerra Mundial, morreram 950 mil soldados e na Guerra da Síria, em sete anos, foram 500 mil mortos.

O Brasil tem histórico de violência desde sempre e, as mortes nos centros urbanos superam em muito países que estão declaradamente em guerra civil ou mesmo guerras mundiais.

Precisamos mesmo de mais armas? Se o respeito para com a comunidade LGBT e as mulheres já é pouco no Brasil, imaginem com todo mundo tendo acesso a armas para brigar em casa, para brigar na rua, para brigar no trânsito…

É preciso respeito e esse respeito entre todos os brasileiros é conseguido com campanhas educativas em relação à nossa comunidade e, em relação às mulheres. Leis como a Maria da Penha ou arrocho do Código Penal não adiantam tanto quanto educar homens para aceitarem a condição de igual perante a mulher e perante um LGBT. Ensinar é a base de tudo, desde a escola primária e fundamental. 

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Na contramão da evolução humana, vem o fundamentalismo religioso que diz ser abominação a condição sexual de cada um. Todavia, resvalamos de novo na homofobia porque, há pouco houve o caso de um deputado estadual por São Paulo que agrediu verbalmente sua colega transgênera e, depois acabou se assumindo homossexual na frente de todo o parlamento estadual. 

Veado tem que deixar de ser um xingamento e, enquanto as crianças não forem ensinadas a respeitar, nem na próxima geração vamos conseguir respeito para as mana, as mona e as mina.