Os policiais da 5ª Delegacia de Polícia de Brasília prenderam oito integrantes de uma quadrilha composta por travestis e homossexuais. Os criminosos atraiam as vítimas por meio de sites e aplicativos de relacionamento.

Segundo informações do Correio Brasiliense o grupo é especializado em extorquir LGBTs em Brasília, Goiás, Ceará e São Paulo. Os criminosos filmavam encontros sexuais com as vítimas e, depois, ameaçavam mostrar as imagens para familiares próximos delas. Três integrantes estão foragidos: um estaria no Chile e outro em Paris, segundo a polícia.

O golpe acontecia da seguinte forma: os suspeitos criavam perfis falsos em aplicativos e sites específicos de relacionamento homoafetivo. Nas conversas com as vítimas, o criminoso induzia um encontro amoroso em hotéis da cidade onde a pessoa mora. No quarto alugado, enquanto um dos autores se relacionava com a vítima, os demais criminosos ficavam escondidos na sacada ou banheiro.

Durante a relação sexual, os acusados passavam a filmar o ato e, logo em seguida, saiam do esconderijo. A partir desse momento, iniciava a extorsão da vítima, obrigando-a a entregar senhas bancárias, assim como passar o cartão de crédito dela em máquinas dos suspeitos. Eles também usavam aplicativos de bancos nos celulares das vítimas para realizar empréstimos e transferências. Duas vítimas em Brasília chegaram a pagar R$ 12 mil e R$ 17 mil aos golpistas. O grupo ameaçava publicar os vídeos e mostrar para familiares das vítimas. No entanto, mesmo quando a pessoa colaborava com o grupo, havia agressão física.

Para impedir que as vítimas procurassem a polícia, os suspeitos mantinham as imagens e afirmavam que divulgariam o material. A investigação policial começou em janeiro e, por meio das provas coletadas, conseguiu que a Justiça expedisse oitos mandados de prisões contra membros da quadrilha. Cinco deles foram presos na segunda-feira (24) e três dos envolvidos estão foragidos.

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