Coisas boas devem ser compartilhadas! Um projeto no Maranhão, intitulado Movimento Popular da Juventude do Maranhão – (MPJM)- tem feito um lindo trabalho de inclusão social com jovens em situação de vulnerabilidade.

O principal objetivo da iniciativa é apoiar por meio de atividades gratuitas, o ingresso de jovens na Universidade. Em parceria Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, a ação está desenvolvendo o projeto Preparatório Enem/Paes gratuito, na comunidade da Ilhinha, em São Luís, onde todas as disciplinas do Ensino Médio são revisadas sem nenhum custo.

Segundo o coordenador do projeto, Ronaldo Serra, desde início do Movimento, na cidade de Raposa (MA), em 2015, que a ação tem tido uma atenção especial para jovens LGBTs.

“Sob o slogan ‘Nosso compromisso também passa pela inclusão social’ , a primeira turma do nosso preparatório para o ENEM e vestibular da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, adotou um sistema de cotas para atividade social, tendo sido destinado 10 vagas (equivalente a 20% do total da turma) para negros, hipossuficientes, indígenas, pessoa com deficiência e LGBTs, haja vista que mesmo sabendo que 100% da turma eram jovens que viviam em situação de risco social, objetivamos afunilar mais ainda o foco do resultado, para que grupos que são discriminados dentro do próprio rol de minorias tivessem mais espaço”, explica o coordenador.

De acordo com ele, neste ano, mesmo sem utilizar o sistema de cotas, a iniciativa continua com o foco em inclusão social. “Por conta da Gestão e maior parte da equipe ser composta por LGBTs, acabamos sendo inseridos no meio fazendo contribuições a luta do segmento. Agora, em 2019, por exemplo, mesmo sem utilizar o sistema de cotas, contamos com uma turma onde 28,5% se auto declara LGBT abertamente e 5,7% optou por se declarar LGBT de maneira confidencial em momento que a Gestão do MPJM arguiu a todos. Totalizando assim, 34,2% de LGBTs, sendo atendidos na atividade de preparação para prova do ENEM e vestibular da UEMA”, pontua.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Vale destacar ainda que a iniciativa conta com o apoio de alguns professores ligados a ações de Direitos Humanos. “Nosso trabalho é desenvolvido em uma comunidade periférica e acolhe a todos independente de orientação sexual de modo que, como professor de redação do projeto, tenho ministrado minhas aulas atento ao respeito com as minorias presentes em sala, especialmente a comunidade LGBT+”, afirma James Dias, professor e militante em movimentos sociais.

Por fim, o Professor Mestrando em Educação Alderico Segundo finaliza falando sobre a relevância do projeto no atual momento político no Brasil. “Com muita felicidade eu retorno ao projeto como oficineiro, um projeto, hoje, mais amadurecido e que tem ganhado um corpo de Direitos Humanos na Educação. O nome do projeto hoje, pode ser visto nacionalmente. Vale destacar que nosso momento político não é favorável a esses tipos de iniciativa, portanto eu vejo que o MPJM representa não somente uma ONG, mas um Movimento Social de Resistência, que se preocupa não somente com o conteúdo a ser dado para os jovens, mas com sua formação política e senso crítico da realidade”, encerra.

Para saber mais informações sobre o projeto, acesse as redes sociais da ação: Facebook ou Instagram.