Dina Persico, professora de Virginia, nos Estados Unidos, está processando a escola onde trabalhava pela direção da instituição de ensino ter pedido pra que ela viesse dar aulas vestida de maneira mais feminina.

Segundo informou o ABC 8News, Dina entrou com um ação federal contra a Escola Pública do Condado de Chesterfield por discriminação de gênero. Os diretores teriam dito que sua aparência era “muito lésbica”, chegando a sugerir, além da troca de vestimentas, que ela deixasse seu cabelo crescer.

“Me falaram que eu dava muita pinta. Pediram pra que eu me vestisse de maneira mais delicada afirmando que meu visual era muito intimidador”, explicou ela. Em uma ocasião, a professora chegou a ser proibida de usar o banheiro feminino.

Dina Persico ia dar aulas vestida desta maneira.

Normalmente usando tênis, camisa, calças e suéter para trabalhar, Dina costumava ser elogiada e muito querida pelos alunos da instituição. Ela disse que suas roupas de trabalho eram semelhantes às de outros colegas, destacando especificamente um professor de inglês do gênero masculino, ao qual nunca foi solicitado a mudar sua aparência.

O manual de funcionários da escola também contém poucas informações sobre o código de vestuário, afirmando apenas que os docentes devem ter uma “imagem profissional”, o que também não parece ser o problema de Dina.


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“É muito claro pra mim que ela foi discriminada pela maneira que expressa seu gênero”, declarou a esposa de Dina ao 8News.

Recentemente Dina chegou a ter um micro-acidente vascular cerebral, o que seu médico garantiu que poderia estar ligado ao stress passado recentemente no trabalho.

A Escola de Chesterfield se recusou a dar entrevista sobre o caso afirmando que não comenta processos judiciais pendentes.

Dina Persico disse que espera que o processo signifique que a equipe aprenda que o que fizeram com ela foi completamente inadequado para que não se repita com outras pessoas..

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).