Em meio à última polêmica envolvendo um possível veto de Jair Bolsonaro a uma propaganda do Banco do Brasil, em que as cenas celebram a diversidade, o presidente da estatal, Rubem Novaes, resolveu falar sobre o assunto à BBC Brasil.

De acordo com o executivo, o veto do presidente deve ser visto como uma forma de “se discutir a diversidade no país”. “Durante décadas, a esquerda brasileira deflagrou uma guerra cultural tentando confrontar pobres e ricos, negros e brancos, mulheres e homens, homo e heterossexuais etc, etc. O ‘empoderamento’ de minorias era o instrumento acionado em diversas manifestações culturais: novelas, filmes, exposições de arte etc., onde se procurava caracterizar o cidadão ‘normal’ como a exceção e a exceção como regra”, disse ele através de um comunicado enviado ao veículo pela assessoria de imprensa da instituição.

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Péra… Representar minorias, como mulheres, LGBTs, negros, dentre outras, como aconteceu na campanha vetada, não é representar o cidadão “NORMAL”? Ou seja, não somos normais? Sim, resumindo o discurso acima, este foi o pensamento proferido pelo presidente do Banco do Brasil.

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Ainda de acordo com a informação divulgada pela BBC, Novaes pontua no comunicado o resultado das últimas eleições. “Diferentes visões do mundo se confrontaram e um povo majoritariamente conservador fez uma clara opção no sentido de rejeitar a sociedade alternativa que os meios de comunicação procuravam nos impor”, teria dito.

Bom, vale lembrar que, nas últimas eleições, os resultados oficiais mostram que Bolsonaro foi eleito com 57.797.847 contra 47.040.906 do segundo candidato, Fernando Haddad. Além disso, houve um total de 31.371.704 de abstenções de votos. Ou seja, um total de 89.169.551 brasileiros, não votaram no atual presidente. Fato que, sem dúvida, mostra que o executivo do BB precisa repensar o conceito de “um povo ‘majoritariamente’ conservador”.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).