Com a aproximação do segundo turno, o presidente da Polônia, Andrzej Duda, que é candidato a reeleição, endureceu o discurso LGBTfóbico e propôs proibir a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, afirmando que a ação é uma “proteção” aos valores tradicionais. A votação para escolher o novo presidente ocorre no dia 12 de julho.

O presidente afirmou que se reeleito pode propor emenda constitucional para proibir a adoção e diminuir os direitos da população LGBT+ local. “As crianças devem estar seguras e protegidas da adoção por casais do mesmo sexo. Minha proposta é que a adoção seja possível apenas para casais casados, não para aqueles em parcerias do mesmo sexo”, afirmou Duda.

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Por mais que a oposição ainda tenha chances de sucesso e, com isso, limitar os poderes do partido do atual presidente, o Partido Lei e Justiça (PiS), a vitória de Rafal Trzaskowski, da Coalizão Cívica (KO), não parece trazer benefícios aos LGBTs, já que o candidato também afirmou ser contra a adoção por casais do mesmo sexo.

Os LGBTs poloneses estão passando por um histórico de perseguição e censura, com a diminuição e retirada de direitos. De acordo com a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA), a Polônia ocupa o último lugar nos 27 países da União Europeia em termos dos direitos da comunidade LGBT+.