Após repercussão negativa na imprensa, com manifestações de ONGs, artistas, LGBTs e realização de um abaixo-assinado, a prefeitura de São Paulo voltou atrás e decidiu manter aberto o Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD) de São Paulo. A paralisação do serviço havia sido anunciada após o corte de verbas na área de assistência social.

A administração do CRD anunciou na segunda-feira (1) que o espaço não vai mais fechar e que houve uma conversa com o secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Marcelo Del Bosco.

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Criado em 2008 e administrado pela ONG Grupo Pela Vida sob supervisão da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads), o CRD faz parte de um conjunto de políticas públicas voltadas à população LGBT.

Mensalmente no CRD, 580 pessoas são acolhidas e cerca de 2 mil atendimentos são realizados.  O serviço oferece acolhimento para travestis e transexuais, profissionais do sexo, pessoas vivendo com HIV/aids e em situação de vulnerabilidade social. Também oferece auxílio jurídico, escuta especializada, cursos profissionalizantes, entre outras atividades.

“Eles lidam com um público completamente diferente. Não lidam com a população em situação de rua, por exemplo. Lidam, em sua maioria, com mulheres travestis e transexuais, que têm minimamente uma organização da vida para que possam voltar a estudar e trabalhar. A gente atende pessoas em situação de rua. Fazemos sensibilizações nas empresas privadas que buscam qualificar profissionais para acolhimento LGBT. Na rede pública também: ensino, saúde, segurança. Trabalhamos tanto com o público que sofre essa violência com o público que pode praticar a violência”, explicou  a vice-presidente do Grupo Pela Vidda Leila Stungis.

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O Centro de Referência e Defesa da Diversidade fica na Rua Maj. Sertório, 292 – República, São Paulo. Telefone: (11) 3151-5786.