O caso de atentado à produtora Porta dos Fundos foi transferido para a 2ª Vara Criminal Federal pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal do Tibunal de Justiça do Estado do Rio.

Segundo O Globo, mesmo com a mudança, o acusado de ter cometido o crime, Eduardo Fauzi, vai continuar em prisão preventiva por crime de terrorismo contra o Porta dos Fundos. Ele foi detido em setembro do ano passado em Moscou, na Rússia, por estar com o nome na Difusão Vermelha da Interpol, mas ainda não foi extraditado.

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Fauzi poderá ser extraditado ainda este ano após as autoridades russas analisarem o caso, ou poderá ser protegido como “refugiado político” por não querer voltar ao Rio, alegando que é alvo no Brasil da “vingança dos gays”, mas essa opção de ser refugiado é quase impossível segundo informações do governo russo.

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O advogado de Fauzi, Vitaly Chernykh, disse ao “Vot Tak TV” na Rússia, na última segunda-feira, dia 18 que “Ele insiste que os gays querem matá-lo no Brasil. E eles vão tentar fazer isso nas mãos de juízes e carcereiros”.

“O ataque ao estúdio de cinema foi organizado por adolescentes desconhecidos. Como resultado, ninguém ficou ferido e não houve danos por suas ações. No Brasil, Fauzi foi um ativista, exigiu diminuir a influência da comunidade gay e condenou o notório filme. Considerando que os gays o odiavam, desencadearam a perseguição e inventaram o caso”, relatou Vitaly Chernykh, que admite haver dificuldade em obter o asilo político.

Em 24 de dezembro de 2019, um grupo arremessou coquetéis molotov em direção ao edifício onde funcionava a produtora Porta dos Fundos, no Humaitá, Zona Sul do Rio.

Eduardo Fauzi teria assumido o risco de matar o vigilante do prédio no momento do ataque, enfrentando mais essa acusação. A última decisão destaca que o delito foi praticado por motivo fútil, por ter ocorrido discordância em relação ao material artístico “Episódio de Natal” produzido pela produtora Porta dos Fundos, em que foi mostrada uma versão de Jesus gay.