John Burgraff, um oficial assumidamente gay de Louisville, está processando a prefeitura e o departamento de polícia de Kentucky após ser acusado de pedofilia por dizer que é gay durante um evento com crianças e adolescentes.

Em dezembro de 2017, John participou do “Youth Police Advisory Committee“, evento que promove debates importantes entre jovens de 14 á 18 anos juntamente com o departamento de policia local. Durante sua fala no evento, o oficial comentou que era gay e mais tarde, recebeu um feedback de seus superiores que disseram que “seus comentários [sobre sua sexualidade] não eram apropriados para um evento juvenil“.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

De acordo com uma emissora de tv local, um sargento da corporação chamado Corey Robinson chegou a dizer que John estava “olhando de forma maliciosa ou sugestiva para um garoto da platéia”.

VEJA TAMBÉM:  Bogotá, na Colômbia, faz História ao eleger sua primeira prefeita lésbica

O oficial então relatou os comentários que ouviu de Corey e o feedback com teor homofóbico ao escritório do chefe naquele mesmo mês, que rapidamente abriu uma investigação. Em maio de 2018, o chefe da polícia, Steve Conrad, declarou que não havia encontrado provas suficientes para sustentar a acusação de John.

Após o resultado das investigações, John relatou ao major Andrea Brown que estava desconfortável em ter Corey Robinson como seu supervisor, mas, recebeu como resposta de que os comentários de Corey “não eram tão ruins”.

Mais tarde, ele recebeu uma notificação de que precisaria enfrentar acusação disciplinares “não especificadas” e, através de um repórter local, descobriu que era porque ele tinha dito que era gay em um evento com adolescentes. John então pediu uma cópia dos arquivos relacionados à investigação sobre seu comportamento, mas, teve seu pedido negado.

VEJA TAMBÉM:  Carta de garoto gay que se assumiu para os pais que não o aceitaram viraliza na web; leia

O caso começou então a tomar proporções ainda maiores depois que Jonh alegou que a investigação e as acusações disciplinares fizeram com que ele fosse preterido para um cargo na Unidade de Informações Públicas do departamento. Ele agora está buscando um julgamento e danos monetários pelo ocorrido.

No mês passado, um caso semelhante aconteceu em St. Louis. Um júri concedeu ao sargento, abertamente gay, Keith Wildhaber, uma indenização de US$20 milhões de dólares após o departamento de polícia a qual ele trabalhava negar uma promoção 23 vezes com a justificativa de que ele era “muito gay” para o cargo.