A Polícia Civil de Goiânia (GO) identificou e prendeu os suspeitos de agredirem um jovem gay, no dia 6 de julho, no bairro de Bueno, na capital. Câmeras de segurança ajudaram na investigação.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Carlos Caetano, um dos rapazes, de 20 anos, confessou a agressão, alegando que foi provocado. O segundo, também de 20 anos, negou quaisquer agressões motivadas por homofobia.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

O advogado que representa os suspeitos, Eduardo Brown, disse em nota enviada ao G1 que os rapazes não são homofóbicos e que “são pessoas ilibadas e de boa índole, que convivem em sociedade em perfeita harmonia”. Dessa forma, a defesa “refuta qualquer afirmação de crime motivado por descriminação sexual”.

Este pode ser o primeiro caso de LGBTfobia a ser enquadrado como racismo, após a lei ter sido aprovada no Supremo Tribunal Superior (STF), no mês passado.

VEJA TAMBÉM:  Suíça aprova a criminalização da LGBTQfobia

Inicialmente, a polícia registrou o caso apenas como injúria e lesão corporal, mas será alterado para se enquadrar as novas diretrizes. O delegado ressaltou que foi dada essa primeira documentação apenas para darem início as investigações e que o depoimento da vítima e o exame de corpo de delito servirão como base ao processo.

Em depoimento à polícia, a vítima, Antonio de Oliveira Filho, de 24 anos, contou que estava indo a um estabelecimento de sua família, quando foi abordado por três homens que começaram a insultá-lo. Ele disse que tentou fugir, mas foi alcançado por dois deles, que deu um murro em seu rosto.

“Me xingando de ‘viado’, de ‘bicha’, falando que minha roupa era roupa de ‘bicha’, que eu tinha que morrer porque não é certo ser ‘viado’. Que eu era ‘viado’ porque eu não apanhei o suficiente quando eu era criança. Que eles iam me ensinar a ser homem na porrada”, falou.

VEJA TAMBÉM:  Polícia de SC registra tentativa de homicídio a travesti como “agressão leve”

Se provada a LGBTfobia, os rapazes poderão ser condenados de um a três anos de prisão. Há possibilidades, ainda, da pena chegar a cinco anos.