A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na última terça-feira (28) um dos suspeitos de matar, esquartejar e carbonizar a estudante Matheus Passareli Simões, conhecida como Matheusa, de 21 anos. O assassinato aconteceu em abril de 2018, no Morro do Dezoito, em Água Santa, na Zona Norte carioca.

Manuel Avelino de Sousa Junior, conhecido como “Peida Voa”, foi preso após o cumprimento de um mandato expedido pela 1ª Vara Criminal do Rio pelo crime de homicídio e ocultação de cadáver. Segundo a polícia, ele confessou o crime após ser levado à delegacia.

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Em depoimento, Manuel revelou que, após matar Matheusa, recebeu ordens do gerente do tráfico para sumir com o corpo. Em seguida, usou um facão para esquartejá-la e depois ateou fogo nos restos mortais da jovem.

No início deste ano, a Polícia Civil concluiu que a estudante foi assassinada por traficantes após tentar tirar um fuzil das mãos de um dos homens enquanto era julgada em um evento conhecido “Tribunal do Crime”.

“Concluiu-se que Matheusa se desentendeu com os traficantes locais e tentou pegar a arma de um deles, sendo alvejada e seu corpo ocultado dentro da comunidade”, disse a polícia em trecho do inquérito.

Matheusa teria chegado ao local nua, após correr mais de 1km. Ela estava em surto devido a alguns problemas que ocorreram em uma festa na qual foi contratada para participar. Pouco tempo depois, a jovem foi cercada e levada ao alto da favela, onde foi executada, esquartejada e queimada.

Genilson Pereira, conhecido como “GG”, e Messia Teixeira, chefe do tráfico do Morro do Dezoito, foram suspeitos de ordenar o assassinato e tiveram a prisão decretada. GG morreu no início deste ano em confronto com a Polícia Militar, em Água Santa.