Os homens suspeitos de agredirem jovem gay em Goiânia foram soltos na madrugada dessa segunda-feira (24). Os dois foram presos após câmeras de segurança do local registrarem a agressão. A polícia alegou que o prazo da prisão temporária se esgotou.

Ao G1, o delegado que acompanha o caso, Carlos Caetano, disse que não há necessidade de uma prorrogação da prisão. Ele ainda informou que o inquérito deve ser concluído ainda nesta semana.

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De acordo com Carlos, Lucas Vilela Martins e Caio César Rodrigues, ambos de 20 anos, e um terceiro envolvido no caso, devem ser indiciados pelo crime de LGBTfobia, lei aprovada pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no mês passado.

Antônio de Oliveira Filho, de 24 anos, foi agredido no dia 6 de julho, enquanto estava a caminho do comércio de sua família. Na ocasião, os três rapazes surpreenderam o jovem com insultos e uma perseguição seguida de um soco na cara.

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Em nota, o advogado dos suspeitos, Eduardo Brown, afirmou que não houve “qualquer ato homofóbico” e que seus clientes “desconheciam a orientação sexual da suposta vítima”. “Os jovens convivem diariamente com homossexuais, tendo amigos e familiares gays, temos que desconstruir essas inverdades. Vamos aguardar o deslinde do inquérito, rogando pela verdade, imparcialidade das autoridades e irrestrita justiça”.