Após ser proibido de usar a farda da corporação para pedido de casamento durante a Parada LGBTQ de São Paulo, o policial militar, Leandro Prior, pediu a mão do seu companheiro, Tinho Silva, nos Campos Elíseos, região conhecida como Cracolândia, na capital paulista, no último domingo (23).

Ele disse ao Põe Na Roda que, apesar da alegria e entusiasmo de ter realizado o pedido fardado, sente-se “profundamente constrangido”.

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“Decepcionado por ter realizado o pedido na área da Cracolândia ao invés de ter feito ao lado dos meus amigos e irmãos LGBT”, afirmou.

Leandro contou ainda que o momento não saiu como o planejado. “Planejei ser na maior Parada do Orgulho LGBT do mundo, na minha cidade, no meu país. Planejei ainda que fosse surpresa ao meu companheiro, mas, após o vazamento por parte de algum integrante da administração da Polícia Militar, acabou caindo nos grupos de WhatsApp de policiais e, consequentemente, chegou em grupos de jornalistas e repórteres”.

Em nota enviada ao G1 na última quinta-feira (20), a Secretaria de Segurança Pública informou que a solicitação do PM foi negada porque o “uso da farda da Polícia Militar é regulamentado por normas internas da instituição, as quais não preveem o uso do fardamento por policial militar em folga durante manifestações. Por esse motivo, o pedido do soldado foi indeferido”.

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A secretaria disse também que não houve discriminação por parte da corporação. “Da mesma forma, há 5 anos, foi indeferido o pedido do grupo ‘PMs de Cristo’, que queria utilizar o uniforme durante a Marcha para Jesus”, ressaltou.

Apesar do transtorno, Tinho aceitou o pedido de Leandro e, mais uma vez, o amor venceu com muita resistência e coragem.

“Espero, de coração, trazer um novo sentido à palavra coragem, quando o objetivo for amar sem fronteiras”, finalizou o PM.