Uma ação coordenada entre a Advocacia Geral da União (AGU), Defensoria Pública da União (DPU) e Secretaria de Trabalho e Previdência Social do Ministério da Economia, garantiu, a partir de agora, o direito a travestis e transexuais usarem nome social na carteira de trabalho.

Há agora um prazo de 180 dias para se aplicarem as mudanças necessárias em protocolos, cartórios e poupatempos, para a medida valer como regra em todo país.

O novo direito adquirido é fruto de uma ação que começou em Roraima, pedindo inclusão de nome social no documento sempre que solicitado.

Vale lembrar que o mercado de trabalho é um dos pontos mais críticos para a existência e dignidade trans no Brasil. Por preconceito e falta de oportunidades – além da altíssima evasão escolar gerada pelo bullying, desrespeito e preconceito desde a juventude – muitas pessoas trans não conseguem colocação no mercado de trabalho e tem que recorrer à prostituição como meio de sobrevivência.

Segundo dados do ANTRA, estima-se que até 90% da população de mulheres trans e travestis tenham a prostituição como fonte de renda.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).