A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, deve nomear um parque de sete acres com vista para o horizonte de Manhattan, em homenagem à heroína do Stonewall, Marsha P Johnson.

Marsha era uma mulher trans negra e importante ativista LGBT+. Ela também foi uma das figuras-chave da revolta de Stonewall em 1969, onde nasceu a luta por Direitos LGBT no mundo.

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Há inclusive na Netflix um documentário excelente sobre sua vida: A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson. Quem puder, assista!

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, fez o anúncio em uma gala da Campanha dos Direitos Humanos. Durante seu discurso, ele prometeu expandir as proteções para as pessoas LGBT +. Ele ainda disse que o Estado está “lutando contra” o ódio contra as comunidades marginalizadas.

Marsha se definia como ‘trans’, ‘gay’ e uma ‘rainha’. Ela não era compatível com o gênero e suas roupas ousadas frequentemente desafiavam as idéias do que significava ser masculino ou feminino para a época e até hoje.

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Na revolta de Stonewall, quando LGBTs se uniram, cansados de serem torturados e perseguidos pela polícia por serem quem são, Marsha ’atirou um tijolo’ em um dos policiais que assediavam pessoas LGBT + fora do bar, segundo um relato da época. 

Uma outra versão conta que naquela noite de Stonewall, ela subiu em um poste de luz e deixou cair uma sacola com um tijolo dentro de um carro da polícia, quebrando o pára-brisa.

Stonewall não foi apenas o começo do movimento LGBT + moderno, mas também viu o ativismo de Johnson decolar. Ela se juntou à Frente de Libertação Gay e fez parte da manifestação do Christopher Street Liberation Pride no primeiro aniversário da rebelião de Stonewall em junho de 1970. Essa manifestação lançaria o moderno movimento Pride e os primeiros passos para existirem Direitos LGBT no mundo.

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Na década de 1980, Marsha ajudou a comunidade LGBT a combater a Aids se envolvendo em campanhas e programas de ajuda à população. Infelizmente, ela morreu com apenas 46 anos em 1992 em um assassinato ainda sem solução pela polícia, mas que pode ser entendido de melhor forma no documentário da Netflix sobre sua vida.

Ela é um dos 50 nomes registrados no Muro Nacional de Honra LGBTQ no Monumento Nacional de Stonewall em Nova York. O monumento fica do lado de fora do Stonewall Inn, justamente onde ela largou sua bolsa de tijolos na polícia.

Agora, quem for ao Brooklyn, verá um parque em homenagem a ela. A área verde de sete acres tem vista sobre o rio para Manhattan e é usada para piqueniques e churrascos. 

Em maio de 2019, Nova York também prometeu construir uma estátua para Johnson e sua amiga Rivera.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).