Na maioria das vezes, nós da comunidade LGBT não temos descendentes. Não é o meu caso mas, é o da maioria.

Você teve uma vida profissional razoável, ganhou dinheiro, investiu, comprou imóvel, carro e tem um dinheiro guardado e aí, morre.

Para quem ficam os seus bens?

Há duas formas de sucessão (esse é o nome jurídico) dos bens de uma pessoa: a sucessão hereditária e a testamentária.

Não havendo testamento, os primeiros a serem chamados na sucessão são os descendentes (filhos – adotados ou não). Se você é a maioria como eu disse acima e não tem descendentes, os herdeiros são os ascendentes (pai e mãe).

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Depois, cônjuge e colaterais (primeiro marido ou mulher, depois irmãos e sobrinhos).

Se seus pais estão vivos no momento de sua morte e, você não é casado eles herdam tudo. Se você é casado, eles herdam metade e a outra metade é de seu ou sua cônjuge.

Mas, se você tem qualquer bem e tiver feito um testamento (faça, você vai evitar muitos problemas), você pode atribuir a metade dos seus bens para quem quiser. Por quê só metade? Porque metade é a legítima dos herdeiros que mencionei acima e a outra metade você pode até legar para a caridade.

Legado é o que você deixa para pessoas que não seriam suas herdeiras.

Os nomes são complicados, as ordens dos herdeiros também mas, tudo se descomplica se você em vida fizer um testamento dizendo que este bem vai para aquele, o dinheiro vai para o outro, e o carro para qualquer um.

Seu inventário será rápido e as pessoas ficarão felizes e você ficará em paz!