Dois pais gays que fugiram da Rússia porque temiam que seus filhos fossem levados embora estão buscando asilo nos Estados Unidos.

Andrei Vaganov e Evgeny Erofeyev foram forçados a fugir do país depois que o governo começou a investigar sua família e descobriu que seus dois filhos não tinham mãe.

De acordo com o portal QNews, um grupo de defesa chamado Coming Out disse que a família está buscando asilo nos EUA porque tem medo de retornar à Rússia.

A família estava vivendo normalmente até que seu filho mais novo, Yuri, foi hospitalizado com uma dor de estômago. Foi então que os médicos descobriram que os meninos não tinham uma figura materna registrada.

Quando Yuri recebeu alta do hospital, Vaganov e Erofeyev foram instruídos a se apresentar à polícia local para um interrogatório. O que começou como apenas uma “verificação pré-investigação” rapidamente se tornou algo bem mais sério. As autoridades chegaram a insistir que exame físicos fossem feitos em Yuri para descartar abusos.

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A ideia de fugir do país veio de um advogado especializado em direito da família. Ele sugeriu que os pais saíssem da Rússia o mais rápido possível após o segundo filho adotivo ter sido chamado para uma entrevista, pois existia uma grande possibilidade de que os serviços de proteção à criança levassem os garotos para um orfanato.

A agência de assistência social que permitiu que Andrei e Evgeny adotassem chegou a ser acusada de “negligência criminal” pelo governo.

Investigações como essa tem se tornado rotina na Rússia após o país aprovar uma lei LGBTfóbica conhecida como “lei de propaganda gay”, que proíbe a promoção de “relação sexuais não tradicionais”.

O casal oficializou sua união em 2016 na Dinamarca, mas, estão criando seus dois filhos, que agora têm 12 e 14 anos, há quase dez anos.

As crianças estão estudando na América e estão se adaptando com sucesso às novas condições de vida com o início do ano letivo“, afirmou o grupo Coming Out em um comunicado oficial.