O Brasil é o país em que setenta por cento dos menores infratores da Fundação Casa, não têm convivência com o pai.

Segundo a associação de registradores civis (cartórios de registro civil) a cada vinte crianças registradas, uma é registrada sem o nome do pai.

Desde 2014 vige a lei que dá ao casal que se separa, a guarda compartilhada para quase obrigar o pai separado a manter contato com sua família originária em relação à educação dos filhos.

Todavia, há milhares de casos em que o abandono afetivo é feito pela mãe. Ou por se ausentar ou, simplesmente pela total incapacidade de amar o filho que trouxe ao mundo.

Por um ou por outro genitor, o abandono afetivo é um conceito de responsabilidade civil e de reparação de dano que vem tomando corpo na jurisprudência brasileira.

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O filho, abandonado psicologicamente, afetivamente e fisicamente pelo pai ou mãe pode agora, pedir indenização por conta deste abandono e das consequências que isso traz para a vida de qualquer adulto.

No caso de nossas minorias LGBT, ainda é pior. O abandono nem sempre é culposo (quando não há vontade do autor em relação ao resultado) mas, na maioria das vezes é doloso mesmo. A pessoa que age com dolo, assume sua responsabilidade pelo resultado e, mais ainda, quer o resultado.

Há casos, todavia, que são praticados por ambos os genitores, como a expulsão de casa, de um filho homossexual, transgênero ou que tenha uma condição sexual não aceita pela família.

Famílias que expulsam os filhos de casa, estão na verdade fazendo mais do que não aceitar a condição sexual de seus filhos. Elas estão impondo a ele o abandono afetivo que, é o caminho mais curto para a depressão, para a falta de auto estima e, principalmente, para a falta de possibilidade emocional desse ser humano se desenvolver com dignidade.

Se você sofreu o abandono afetivo, pode sim ter direito a uma indenização pois, já que seus pais não te deram nada (em relação ao amor, ao acolhimento, à ajuda psicológica), que lhe dêem dinheiro que é uma forma de compensar esse abandono…