No Brasil e no mundo ainda existem muitas famílias homofóbicas, o que gera transtornos tanto psicológicos quanto físicos a entes LGBTs, em casos extremos levando até ao suicídio.

Em Plymouth, condado de Devon, na Inglaterra, um pai de aproximadamente 40 anos chicoteou mais de 20 vezes com um cabo de sua TV, o próprio filho de 15 anos. Isso tudo só por descobrir que seu filho usava o aplicativo gay de encontros, Grindr, segundo noticiou a mídia local.

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Na tentativa de defender o pai agressor e homofóbico, seu advogado tentou argumentar à justiça que o ataque não foi motivado por hostilidade em relação à sexualidade de seu filho, porém o Juiz argumentou ao réu: – “Você perguntou a ele sobre as fotos de muitos meninos no telefone e gritou ‘Você é gay?’, ‘você é uma mulher?'”.

E continuou: “Você ainda gritou: ‘O que é isso entre as suas pernas?’, continuou. “Você bateu nele várias vezes, umas 20 vezes, com o cabo de televisão. Você causou a ele “muita dor”, disse o juiz, lembrando que o filho provavelmente não sofrerá apenas com cicatrizes físicas devido ao ataque, mas também com um trauma psicológico de longa duração.

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Os promotores contaram que o pai pediu emprestado o celular do filho, levando-o a ver o Grindr instalado e os chats com fotos que provocaram a violência homofóbica. Ele encurralou o adolescente, que saiu para ver um amigo naquela noite. Na manhã seguinte, o pai, novamente, confrontou seu filho, fazendo comentários homofóbicos antes de forçá-lo a tirar o pijama. Tremendo e sem roupa, o filho foi atingido por seu pai “várias vezes em todo o corpo, principalmente no braço, gerando lesões e rompimentos na pele”, disse Francesca Whebell, do Crown Prosecution Service.

“Enquanto ele batia no filho, o réu continuava a fazer perguntas”, disse ela. “O filho só conseguiu escapar depois de pedir um copo d’água. Em vez disso, pegou seu uniforme escolar e fugiu do local, trocando de roupa antes da aula”, explicou Fracesca.

O réu se declarou culpado de causar danos corporais em 30 de setembro do ano passado. O promotor Pilgerstorfer QC alegou sobre o caso: “Com base nas fotos, é provável que ele fique com algumas cicatrizes e ainda, inevitavelmente, sofrerá consequências psicológicas”.