O padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como Padre Beto, atuou na Igreja Católica por 15 anos, mas deixou a religião em 2013, quando foi excomungado após criticar a moral sexual da igreja e defender homossexuais.

As declarações que levaram ao rompimento com o Vaticano foram dadas a um site espirita. Logo após a entrevista o religioso foi julgado pelo tribunal eclesiástico, que decidiu pelo afastamento.

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Na época, ele tinha uma série de casamentos agendados e resolveu telefonar aos noivos para desmarcar as cerimônias, mas foi surpreendido com pedidos para que as uniões fossem realizadas de forma independente.

Padre Beto em cerimônia de casamento homoafetiva (Foto:  Reprodução/Facebook)
Padre Beto em cerimônia de casamento homoafetiva (Foto: Reprodução/Facebook)

“Comecei a atender esses casais e vi que eu tinha uma missão, havia uma lacuna. Eles não queriam um pastor, queriam outro discurso. Então, chegaram os excluídos: os divorciados e o primeiro casamento homoafetivo”, afirmou o padre ao site Queer.

O líder cristão contou que com o tempo passou a ser procurado por casais homoafetivos: “Comecei a atender esses casais e vi que eu tinha uma missão, havia uma lacuna. Eles não queriam um pastor, queriam outro discurso. Então, chegaram os excluídos: os divorciados e o primeiro casamento homoafetivo”.

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Padre Beto disse que não tinha muito contato com a comunidade LGBTQIA+ dentro da Igreja Católica, mas que após sua excomunhão foi acolhido pela comunidade e passou a aprender mais sobre esse universo.

“Comecei a me defrontar com rapazes e moças que viviam em um namoro santo, mas que eram homossexuais. Comecei a ver a contradição e a orientá-los. A falar que eles estavam iludindo as moças e criando um inferno para a vida deles. Também atendi casados que eram gays e viviam uma vida dupla. E me lembro de um senhor de 60 anos que chorou na minha frente. Tudo isso fez com que eu amadurecesse e visse como essa questão deve ser bem tratada para que as pessoas sejam felizes” concluiu o criador da Humanidade Livre.

Assim como toda religião, a Humanidade Livre possui algumas regras a seus líderes. Os padres não podem cobrar dízimo e não recebem salários. O próprio Padre Beto trabalha como professor para se manter.

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As únicas cerimônias cobradas pela religião são os casamentos, que custam cerca de R$ 800 mai custos com transporte caso a cerimônia seja realizada fora da cidade de Baurú, no interior de São Paulo. Ele conta que já realizou cerca de 40 uniões homoafetivas.