Desde 1990 existe o Código de Defesa do Consumidor. Nele já havia impedimentos para as empresas de plano de saúde recusarem-se às demandas de seus clientes.

Foi um novo tipo de necessidade social que obrigou as empresas de seguro saúde a pagarem por um novo procedimento: a cirurgia bariátrica.

Milhares e milhares de brasileiros, todos os dias, se submentem ao procedimento em busca de melhor qualidade de vida e, necessidade de rever seus hábitos, à beira de doenças que matam muitos como: diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e respiratórios.

Entenda bem que a cirurgia bariátrica não é indicada para tratamento estético da obesidade. A obesidade tem que ser mórbida, ou seja, aquela que pode te levar à morte.

Muito bem, as empresas de seguro e plano de saúde foram obrigadas a prestar esse tipo de cirurgia a seus clientes.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

O cliente sai contente, emagrece, às vezes, até quarenta ou cinquenta por cento do seu peso e… sobram as peles por todo lado.

Como o emagrecimento é muito rápido, a pele, maior órgão do corpo humano, não acompanha essa mudança e não se retrai naturalmente.

Aí o paciente volta ao médico e o plano de saúde ou seguro saúde, nega a cirurgia plástica dizendo que ela é estética e não reparadora. Sim, ela é reparadora da auto estima e um complemento da cirurgia bariátrica. Além do paciente perder mais peso tirando o excesso de pele, ainda ganha muito na auto estima que buscava ter de volta com a cirurgia bariátrica.

Alguns planos já aceitam a abdominoplastia (cirurgia que tira a pele do abdômen) mas, se recusam à mamoplastia (refazimento das mamas), à braquioplastia (cirurgia para a parte interna dos braços) e, à coxoplastia (cirurgia para a parte interna das coxas).

Não existe diferença entre cirurgia reparadora aqui ou alí. Cirurgia reparadora é reparadora e pronto.

A única exceção de pagamento é das órteses (próteses de silicone para mamas). Essa despesa deve ser arcada pelo cliente.

O Judiciário tem dado liminares para que os planos aceitem o pagamento da cirurgia, dando cobertura para qualquer uma dessas que citei acima por causa de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça que, além de mandar o plano pagar, ainda deu indenização por danos morais para a cliente que, ficou anos esperando a autorização do plano.

Informe-se e informe a quem não conhece esse caminho.