Em recente julgamento, no dia 24 de abril agora, o Supremo mais uma vez barrou a tentativa de ignorantes legisladores, fundamentalistas religiosos e, outros retrógrados de plantão, de proibir a educação de gêneros nas escolas.

Vamos ao caso: em 2017 a Procuradoria Geral da República ingressou com a ação no Supremo para invalidar a lei municipal de Novo Gama, no Estado de Goiás que, impedia que nas escolas daquele município se tratasse de ideologia de gênero.

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Vamos começar do começo: ideologia de gênero é o nome que os fundamentalistas do Talibã tropical dão à educação de gênero.

Isso não existe.

O que existe é a educação das crianças acerca de diversidade sexual.

O pavor dos fundamentalistas da cidade de Novo Gama era – como todos os demais fundamentalistas que fazem campanha contra a ideologia de gênero – é que ao serem apresentadas às diversas formas da sexualidade humana, as crianças passem a querer serem gays ou lésbicas.

O que ninguém contou para eles é que ninguém decide ser ou não ser gay.

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E, nesta esteira, o Supremo Tribunal Federal, na ação que estamos falando, cujo Relator era o Ministro Facchin, determinou que  primeiro, a lei era inconstitucional por tratar de matéria cuja competência é exclusiva da União, ou seja, o Município não pode traçar diretrizes para a educação porque isso é competência da União.

De outro lado, o Ministro também entendeu que não pode uma lei municipal proibir que a professora, se indagada, explique as diferenças de gênero sexual entre as pessoas para as crianças.

Não precisa haver uma matéria de educação sexual mas, a lei que foi morta no ninho impedia até que a professora informasse as crianças sobre as diversas faces da sexualidade humana.