Para não faltar ninguém, você que é Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti, Transexual ou Transgênero, pode – além das já conhecidas técnicas da medicina – ter filhos de uma nova maneira, a coparentalidade.

Existem inúmeros sites pelo mundo que abordam essa nova forma de família e, nesses sites as empresas se predispõem a intermediar os interessados na coparentalidade para a formação de uma nova – e para mim, intrigante – forma de família.

Quando eu digo intrigante, não é porque eu tenha qualquer tipo de preconceito mas, é porque como essa nova forma de constituição de família é muito nova, não conheço nenhum filho gerado desta forma que seja ainda capaz de relatar sua experiência.

Basicamente é o seguinte: uma pessoa entra no site, diz que quer ter um filho em coparentalidade com outra pessoa e, alí já diz se será com ou sem uma relação sexual mas, obrigatoriamente será sem uma relação romântica ou amorosa.

São dois adultos que se juntam para terem um filho sem terem se casado ou terem qualquer tipo de afinidade além da afinidade de terem juntos um filho.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Claro, que a mulher que vai gerar essa criança não está esperando a doação de esperma e nem o homem vai fazer isso porque aí teremos outra coisa, uma doação de esperma para barriga solidária ou qualquer outra coisa.

Coparentalidade é a escolha de alguém, num site onde há muitas opções, para que juntos esses dois que se escolheram (penso que tenha que haver um “match” entre os dois perfis) para, ao longo de algum tempo, esta dupla de pessoas passe aos finalmentes de gerar uma criança.

Isso é uma coisa totalmente nova, e dada a novidade me pergunto por quê não, os sites terem também LGBT’s para serem candidatos à coparentalidade.

São feitos contratos de coparentalidade onde, desde logo, antes da concepção (que pode ser através de ato sexual, ou não), se convencionam as cláusulas de como vai funcionar essa relação entre o pai, a mãe e a criança.

Não há lei que defina a coparentalidade e nem julgados dos tribunais porque isso é muito novo mas, contrato é contrato e depois de feito, vale tanto entre as partes como para terceiros (a escola onde a criança vai ficar, as responsabilidades de cada genitor, a forma de guarda e visitas, etc).

E, já que não há lei que defina, também não pode haver lei que proíba e, desta forma, tanto héteros como LGBT’s podem ter a experiência de criar uma criança, dando a ela amor, respeito, educação e vivências que, jamais sonharam os legisladores.

Amor, é amor. Se você quer dar seu amor a uma criança, seja ela adotada (veja o artigo que já falei sobre isso aqui no site) ou, seja ela gerada por coparentalidade, você deve fazê-lo.

Nada se compara à experiência de ter um filho. Eu tive e tenho duas meninas de um relacionamento hétero, anterior ao meu atual que é um relacionamento homoafetivo e digo a você que está lendo a dor e a doçura que se misturam ao fato de sermos pais e mães é uma coisa indescritível. Não vamos durar para sempre mas, seremos eternos quando nossos netos disserem que se lembram de nós e que de nós sentem saudades (li isso outro dia e achei a coisa mais linda do mundo).

Case sim!!!