Já foi proposto pelo Governo Federal um projeto de lei que altera a Lei que cuida das operações de GARANTIA DA LEI E DA ORDEM, GLO.

O projeto, está sendo vendido como se fosse apenas um viés fascista de garantir ao policial militar que, no cumprimento do dever em operações de garantia da lei e da ordem, como dispersão de multidões em protestos de quaisquer natureza.

Mais uma fake news deste Governo.

Ninguém quer ajudar policiais que cumpriram o dever. Querem poder mandar matar sem que haja lei contrária a isso em casos de manifestações de rua (ou não, vide a morte de Agatha no Rio de Janeiro).

A excludente de ilicitude como vem-se falando, já existe no Código Penal para proteger policiais que mataram bandidos em situações de confronto.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Todavia, a base desse projeto de lei é amordaçar as manifestações populares, dando aos policiais a possibilidade de matarem à vontade em momentos de dispersão.

Gás lacrimogênio? Spray de pimenta? Bobagem, agora se poderá matar quem e como se quiser, até a socos e pontapés atrás da viatura.

A Polícia é violenta com os gays de todas as naturezas. Travestis apanham diariamente da polícia e, em episódio recente, o Youtuber e escritor Guigo Kieras foi espancado violentamente no Carnaval passado por policiais, sem razão nenhuma.

O fato de Guigo ser um influenciador digital deu uma repercussão impressionante ao caso e, alguns policiais foram afastados mas, todos sabemos que não virou nada dentro da PM do Estado de São Paulo. Mas, não foi só o Guigo o agredido. Centenas de gays morrem diariamente no Brasil e vários por ações policiais.

Nosso governador, que jura não ser bolsonarista (mas era até ontem) defende as mesmas ideias em relação a esse assunto.

Fato é que, até num tumulto na Parada Gay, os policiais estarão autorizados a matar sem qualquer consequência. Você vai dizer: Renato, e que novidade você está contando?

Respondo: hoje em dia, se excessos ocorrem, ao menos a polícia tem o pudor de abrir inquéritos, tomar medidas de relações públicas, etc. Se o projeto de lei passar, a tal excludente de ilicitude (proposta pelo Ministro Moro), vai permitir que a polícia nem desculpas tenha que pedir e vai-se criar um Estado de Exceção onde um projeto de lei sobre manifestações públicas, vai ser invocado a cada bala perdida, em cada cabeça das minorias.

Como sempre, vão morrer mais gays, mais negros e mais pobres, só que agora, sob o manto legal.