São tantas as bobagens, é tamanha a paranoia e o egocentrismo se exacerba de tal forma que, o presidente não resistiu e caiu.

Caiu no sentido de que já não manda mais nada.

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Desde que começou a pandemia, está posto de escanteio pelo seu ministro da saúde que, pode até não ser a autoridade sanitária mais competente do mundo mas, segue as orientações da Organização Mundial da Saúde.

Baseia suas decisões em fatos científicos e na boa prática médica.

Bolsonaro, que tem somente a academia militar como formação educacional (ela equivale a um curso médio com um ano a mais, como se fora um curso técnico), não teve a grandeza de manter sua conversa de que tem um ministério técnico e que confia nos seus indicados.

Seu ciúme não permitiu.

Viu o médico e político recebendo holofotes e, não aguentou: começou a berrar cloroquina e brigar pelo não isolamento social.

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Não é preciso ser muito esperto para entender que o isolamento social é a única coisa que pode nos livrar do contágio em massa e, evitar o colapso do sistema de saúde, seja ele público ou privado.

Decidiu ele, dentro de seus devaneios, junto com seus filhos aparvalhados, que o melhor seria por o ministro pra fora porque, nas palavras dele, o ministro estava se achando estrela.

Esperava demitir o Ministro Mandetta e colocar em seu lugar um requentado Osmar Terra que, além de subserviente no sentido de que não endossa o isolamento social, também acredita na cloroquina.

Dizem que até fecharam o Ministro Mandetta numa sala para que ele fosse “convencido” por uma imunologista que a cloroquina cura em quarenta e oito horas a Covid-19.

Bolsonaro é um pária na comunidade internacional e já foi até denunciado no Tribunal Internacional de Haia por genocídio pelas suas declarações de que a pandemia era de uma gripezinha e que todos deveriam ir trabalhar.

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Começou a segunda feira, crente no poder de sua caneta Bic, de que demitiria o ministro.

Recebeu um telefonema de Alcolumbre, recomendando a não demissão para evitar desgaste entre o Planalto e o Congresso.

Recebeu um aviso de Maia, que dava entrevista a uma televisão, dizendo que as boas práticas da Organização Mundial da Saúde recomendavam o isolamento social e, finalmente, ouviu do Gilmar Mendes que nenhum decreto contra as medidas do ministério da saúde seria mantido pelo Poder Judiciário se, fosse levado à apreciação dos tribunais.

Pôs a viola no saco, o rabo no meio das pernas e saiu da reunião que convocou, muito menor do que entrou. O vice, Mourão, deu entrevista de que o Ministro Mandetta ficaria, o próprio Mandetta disse que ficaria e, o Palácio do Planalto não se manifestou sobre nada.

Caiu o presidente…