De setembro a dezembro de 2018, quando houve a certeza de que o candidato Bolsonaro seria eleito presidente, aumentou exponencialmente o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Casamento mesmo, no Cartório do Registro Civil.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Era o medo que pairava sobre a comunidade no sentido de que o candidato a presidente dizia ser contra as conquistas da comunidade LGBT e, que eleito, ele pudesse impedir novos casamentos.

Isso foi uma coisa muito boa da parte da comunidade, muito embora, baseada no medo. Todavia, isso jamais aconteceria. No mundo jurídico brasileiro não há lei federal que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Essa decisão foi do Supremo Tribunal Federal e, referendada por uma Portaria do Conselho Nacional de Justiça. A lei, agora, é desnecessária.

Assim como também, a decisão do Supremo se baseou em princípios constitucionais de igualdade entre os brasileiros e, por conta disso, somente uma PEC – Proposta de Emenda Constitucional poderia impedir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não adianta agora, o Congresso nem cogitar essa PEC. Primeiro porque a igualdade entre as pessoas é uma cláusula pétrea da Constituição.

Segundo, porque neste momento no mundo, uma decisão do congresso neste sentido poria o Brasil em piores lençóis internacionais do que já está.

Me refiro aqui aos comentários do Financial Times desta semana em que os gringos estão apontando que os dados de melhora da economia brasileira são fake. Já estamos mal falados, internacionalmente, o suficiente para cortar esse direito conquistado a tão duras penas.