Jeff Amyx, o dono de uma loja no Estado norte-americano de Tenesse, e que também é pastor (por que não me surpreendo?) arrumou uma maneira inusitada de expressar seu ódio gratuito e homofobia.

Ele pendurou bem na vitrine de seu estabelecimento uma placa onde se lia “Gays não são permitidos aqui!”.

A decisão foi tomada depois que ele soube da notícia de um confeiteiro que acabou sendo processado mas foi finalmente considerado “inocente” – pela acusação de homofobia, após se recusar a fazer um bolo pra um casal gay alegando motivos religiosos.


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E qual a novidade, né, de gente usando religião como desculpa pra praticar livremente ódio e preconceito? Curiosamente, nada do que Jesus recomendo a esta gente. Pois bem.

Segundo o dono do estabelecimento, esta seria uma maneira “educada” de prevenir a entrada de clientes LGBT, fazendo com que ele não tenha que lidar com a situação. Curiosamente ele não reconhece a atitude como uma maneira de ser preconceituoso e excludente. Por que não me surpreendo?

O empresário já tinha um histórico de homofobia por ter em seu estabelecimento, desde a decisão do casamento homoafetivo nos Estados Unidos, uma placa que dizia: “Reservamo-nos o direito de recusar o serviço a qualquer um que viole nossos direitos de liberdade de expressão e liberdade de religião”.

Outra placa do estabelecimento, diz “Ou Deus ou Gays”.

Após saber que o confeiteiro processado teve sua liberdade de ser preconceituoso garantida, ele tirou a placa e colocou esta mais direta e ainda pior.

Em uma decisão inesperada, o juiz que decidiu não penalizar o confeiteiro homofóbico afirmou que fez isso por respeito a religião. Segundo ele, deve-se garantir direitos iguais, mas também não se pode ser hostil à religião.

Parabéns justiça americana, você foi um lixo!

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).