O Museu da Diversidade Sexual está montando o sua primeira exposição virtual LGBT+, a “Queerentena”, que tem o objetivo de levar entretenimento e incentivar artistas durante o período de isolamento social devido ao coronavírus.

Os artistas interessados em terem a obra exposta tem até esta quarta-feira (15) para se inscrever. As inscrições são feitas por meio do link.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

“O Museu da Diversidade Sexual está montando sua primeira exposição digital, com o tema #Queerentena. Você é ou conhece algum/a artista LGBTI+ brasileire que está produzindo arte durante a quarentena?”, compartilha a instituição no post.

Enquanto a exposição não tem uma data para ficar disponível, o Museu deu uma prévia do que podemos esperar das obras com uma arte da ilustradora e tatuadora Monique Braghirolli.

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#Queerentena Mais alguém isoladone aí? 🙋‍♀️ Com traços fortes e uma boa dose de humor, a ilustradora e tatuadora @lomomolomomolo (Monique Braghirolli) está transformando seus dilemas da pandemia numa incrível série de flores humanoides! Vamos conhecer a "Isoladona"? . . “Sabe que antes da queerentena eu já estava produzindo, e experimentando, com essa série de flores humanoides. Na época elas surgiram como o meu momento de escape de um emprego que me consumia, nesse emprego eu ficava muito perto do chão de fábrica, via coisas horríveis e me sentia impotente por não poder fazer nada sobre. Lá cada vez mais eu me sentia não humana, porque se eu sentisse muito, eu não iria suportar continuar lá, e eu precisava desse emprego pra sobreviver. Então, na hora do almoço eu comia correndo pra conseguir desenhar essas flores no tempo que me restava. Com elas eu me via querendo humanizar algo, sempre tentando refletir alguma palavra que quando eu lesse me desse vontade de rir. Não demorou muito e eu me demitir, uma semana antes dos isolamentos pela pandemia aqui no Brasil começarem. Eu tive uma semana de sensação de liberdade do meu antigo emprego e logo me vi dentro dessa loucura que tem sido a pandemia. Além de tudo que tem acontecido no macro, me pego no meu micro num dilema muito estranho, ao mesmo tempo que me sinto aliviada de sair de um emprego que me fazia definhar, também me vejo sufocada pela pandemia e tudo que ela tem causado. E aí que surge a flor ISOLADONA, ela acaba virando símbolo dessa minha transição, desse meu luto, desse meu momento. Além das flores também tenho desenhado os meus kewpies, sejam dando dicas pras pessoas nesse momento de pandemia, ou umas alfinetadas na nossa política, que convenhamos, tá foda! Nesse momento eu não consigo me ver produzindo algo que não converse com o que estamos vivendo, parece que não faz sentido, talvez seja a minha forma de lidar com a situação sem surtar! Espero que as flores arranquem risos pra além de mim!” — Monique Braghirolli ——————————————————————————Você é ou conhece algum/a artista LGBTI+ que está produzindo arte na quarentena? Inscreva seu projeto até 15/04. (link na bio) #culturaemcasa

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“Sabe que antes da queerentena eu já estava produzindo, e experimentando, com essa série de flores humanoides. Na época elas surgiram como o meu momento de escape de um emprego que me consumia, nesse emprego eu ficava muito perto do chão de fábrica, via coisas horríveis e me sentia impotente por não poder fazer nada sobre”, relata a artista na publicação.