Uma mulher trans e negra foi agredida por dois policiais ao filmar da câmera de seu celular uma abordagem truculenta dos agentes contra um homem. Sol Santos Rocha, 27 foi arrastada para o outro lado da rua, agredida verbalmente e revistada por dois policiais homens.As informações são do UOL.

“Impossível apagar”, relembra Sol. A mulher declara que chegou a desenvolver crises de pânico por conta do ocorrido. Ela mora e trabalha em frente ao local onde tudo aconteceu. As agressões aconteceram em setembro do ano passado, mas Sol levou um ano para se recuperar até conseguir divulgar as filmagens da agressão.

No vídeo, Sol conta que estava no trabalho, na Casa 1 – Centro de Cultura e Acolhimento LGBT, que fica localizado na Bela Vista, quando ouviu alguns gritos do lado de fora do prédio. Ela foi ver o que estava acontecendo.

Ao se deparar com a abordagem truculenta dos policiais, ela passou a registra a ação na câmera do celular. Junto a outras testemunhas, ela passou a pedir que os policiais parassem com as agressões contra o homem abordado. Foi neste momento que um dos policiais pediu para ver seus documento e queria leva-la para delegacia como testemunha.

Mulher trans filma ação truculenta da PM de São Paulo e é agredida
Mulher trans  Mulher trans filma ação truculenta da PM de São Paulo e é agredida (Foto: Reprodução / Instagram)

Diante da recusa em entregar os documentos, ela foi arrastada para o outro lado da rua, ofendida e revistada por policiais homens. A lei garante a mulher o direito a ser revistada apenas por uma agente policial feminina, Sol ,que é uma mulher trans, não teve esse direito preservado.

“É muita injustiça. E ainda zombaram, riram de mim quando pedi por uma policial mulher. Disseram que não era meu direito. Ainda puxaram meu cabelo, me deram [o golpe] chave de braço, me empurraram na parede. E tentaram apagar as imagens do meu celular”.