Na Nova Zelândia, Laura Jean Landon, uma assaltante, foi sentenciada a quatro anos e meio de prisão junto com seus dois comparsas do crime depois de invadir a casa de um homem gay junto a eles para roubá-lo e “ensiná-lo sexo hétero”. O acontecimento bizarro foi notícia na imprensa do país.

A vítima, cuja identidade não foi divulgada, achou que estava esperando um date do Grindr e foi atender a porta jurando se tratar do boy. Acontece que o encontro em si já foi uma armadilha: os assaltantes criaram um perfil no Grindr para conseguir chegar na casa da vítima que assaltariam.

Não teve outra. Assim que atendeu a porta, o rapaz caiu na emboscada: um dos homens carregava um cassetete e o outro estava armado.

Os assaltantes invadiram e reviraram todo apartamento atrás de objetos de valor enquanto diziam xingamentos homofóbicos à vítima e ameaçavam violência caso reagisse.

Dentre as ofensas, eles chegaram a acusar o morador da casa de ser um abusador de crianças simplesmente por ele ser gay, além de afirmarem que homossexuais deviam ser condenados a morte.

Quando o morador achou que os criminosos já tinham saqueado seus bens, juntando dinheiro, jóias e cartões de crédito, e finalmente iriam embora, a mulher da gangue simplesmente abaixou e começou a praticar sexo oral em um dos assaltantes dizendo que mostraria ao rapaz “como sexo deveria ser, entre homem e mulher”.


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Depois, inexplicavelmente eles exigiram que a vítima fizesse sexo oral em um dos homens. O rapaz se recusou ao que um dos assaltantes ameaçou cortar-lhe os dedos com uma navalha.

Investigados e localizados pela polícia, o trio recusou perante o juiz inicialmente ter algo a ver com o encontro do Grindr da vítima, mas registros em seus telefones provaram que estavam mentindo e agiram de modo planejado quanto ao assalto e abuso sexual.

Laura ainda tentou apelar ao juiz afirmando que foi forçada a participar do assalto sob ameaça de seus dois comparsas, mas o juiz rejeitou seu apelo ao afirmar: “Muito tarde pra vir ao tribunal dizer que foi obrigada a realizar estas ações. Procurasse a justiça antes quando foi ameaçada”, condenando o trio.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).