O direito é dinâmico mas, o direito de família é ainda mais.

Por isso, coisas que antigamente eram verdades absolutas, hoje são mitos e, mitos não existem.

Por exemplo, é mito a história de “abandono de lar”. Isso existiu há muitos anos mas, hoje em dia ninguém sofre qualquer punição patrimonial por ter deixado um lar infeliz, seja ele de um casal hétero ou homoafetivo.

É mito, por exemplo, que casais que se separam devem prestar alimentos um para o outro para o resto da vida. Antigamente, os casamentos eram mais longevos e, por conta disso (na maioria das vezes), as mulheres recebiam pensão alimentícia vitalícia. Hoje em dia, como todos ou a maioria tem formação profissional, a ajuda dos alimentos é temporária e até que a pessoa se recoloque no mercado de trabalho.

Os alimentos são uma ajuda e não uma punição.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Quando a separação é litigiosa, normalmente o que vai receber pensão quer punir o outro com o pagamento e isso não é verdade, é mito.

É mito, outro exemplo, que o casamento civil tenha mais direitos em si próprio do que um contrato de união estável. O contrato de união contempla todos os deveres e direitos advindos do casamento e outros mais que você quiser contratar com seu parceiro.

É um mito novo, por exemplo, o contrato de namoro. Ele pode até existir no mundo jurídico mas, no meio social ele não se sustenta. Quem quer assinar um documento apresentado pelo namorado na semana seguinte do início do relacionamento, dispensando quaisquer direitos que, porventura, venha a ter com aquela relação. Não se trata de querer dar golpe do baú mas, de uma relação que começa baseada na desconfiança.

Se você precisa que eu assine um contrato de namoro para estar com você, então eu não preciso estar com você.

Se, depois de seis meses de relação, resolvemos morar juntos e você me apresentar um contrato de união estável, eu topo porque vamos regular nossa situação mas, é se achar a última bolacha do pacote, aparecer no segundo encontro com um contrato para ser assinado.

Não passe essa vergonha nem no crédito e nem no débito!