A vencedora do Miss Universo 2015, a filipina Pia Wurtzbach, foi duramente criticada na Internet após dizer em um talk show popular em seu país, que “adoraria ter um filho gay”.

Embora pareça inclusiva e até positiva a afirmação, o problema foi a maneira como ela justificou a frase: “Adoraria ter um filho que curtisse me vestir, fazer minha maquiagem, ser meu melhor amigo e principalmente cuidar de mim”.

A afirmação acabou sendo mais preconceituosa do que inclusiva por colocar tantos rótulos em gays, de que gostam de maquiagem, de que gostam de roupa necessariamente, e dizer “melhor amigo”quase como se um amigo gay fosse um “acessório” de toda mulher.

Claro que um gay, ou mesmo um hétero, pode gostar de tudo isso. Mas não necessariamente a sexualidade está vinculada aos gostos de uma pessoa, não é mesmo?

Perguntada pelo entrevistador se filhos héteros não cuidam dos pais, ela tentou se justificar dizendo que pelos exemplos que vê são os filhos gays que ficam mais próximos dos pais na velhice, além de terem mais cuidado.

Após uma repercussão bastante negativa de tudo que ela disse, Pia foi ao Twitter se desculpar e se explicar publicamente pelas afirmações:

“Fui mal interpretada. Realmente não tive qualquer malícia e não quis ofender qualquer pessoa. Me desculpem. Lição aprendida: ter mais cuidado com o que digo!”


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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).