Aparentemente não é só o Brasil que tem ministros completamente ignorantes, retrógrados e despreparados. O ministro da Educação de Israel, Rafi Peretz, disse que seus filhos não poderiam ser gays porque cresceram de “uma maneira saudável e natural”.

Chefe do Partido do Lar Judaico e ex-rabino-chefe das Forças de Defesa de Israel, o ministro foi amplamente e justamente criticado pelos comentários.

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Após a fala infeliz de que seus filhos foram criados em ambiente saudável e natural, ele ainda continuou: “Eles estão construindo suas famílias a partir dos valores judaicos”, como se não existisse LGBT judaico, que inclusive tem muito em Israel.

Em outra parte da mesma entrevista, Peretz ainda sugeriu que “uma família normal é um homem e uma mulher”: “[Nós] não precisamos ter vergonha de viver dessa maneira natural”, disse ele, de acordo com o The Times of Israel.

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Peretz foi criticado por colegas políticos e ativistas LGBT + por causa de seus comentários.

O representante trabalhista israelense Itzik Shmuli, abertamente gay, compartilhou uma foto sua com seu marido e filho e escreveu: “É assim que uma família ‘natural e saudável’ se parece”. Enquanto isso, Nitzan Horowitz, do partido Meretz, chamou Peretz de “pessoa desprezível”.

Esta não é a primeira vez que Peretz é criticado por seus comentários anti-LGBT +. No ano passado, ele gerou polêmica e foi ainda mais criticado ao sugerir que seria possível reverter a orientação sexual de alguém.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).