O governo Bolsonaro vem mostrando a que veio já em seus primeiros dias de governo, dando demonstrações claras de desumanidade e intolerância em relação à minorias, algo que não surpreende, pois sempre foi exaltado pelo presidente quando ainda era um deputado de baixo-clero com pouca produtividade em seus 29 anos na política.

O novo Ministério da Educação de Bolsonaro acaba de desmontar a Secadi, uma secretaria da educação que era responsável por dar atenção especial a grupos historicamente excluídos da escolarização, como é o caso da população indígena, quilombola e LGBT (principalmente transexuais, onde a evasão escolar devido ao bullying e preconceito é altíssima).

A pasta havia sido criada em 2004 e considerava prioritárias “questões de raça, cor, etnia, origem, posição econômica e social, gênero, orientação sexual, deficiências, e outras condições que pudessem ser consideradas favorecedoras de exclusão social” na educação, segundo informou a Folha de São Paulo.

Em seu Twitter, o presidente Jair Bolsonaro confirmou a exclusão da pasta:

Como justificado por Bolsonaro acima e segundo o atual ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, no lugar da Secadi, entrará uma pasta dedicada a alfabetização.


Assista também:


Não se entendeu ainda por que um questão eliminaria a outra. Afinal, não podemos investir na alfabetização da população sem afetar grupos excluídos da população na educação? Qual a relação?

Segundo apurou a Folha de São Paulo, a manobra foi realizada para eliminar palavras e assuntos como direitos humanos, educação étnico-racial e a própria expressão “diversidade” do ensino público.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).