Um estudo feito por uma ONG LGBT mexicana apontou que, entre 2013 e 2016, pelos menos 473 pessoas LGBTs foram mortas no país. Desse número, 261 foram mulheres trans.

Com essa estatística, o México se tornou o segundo país do mundo mais perigoso para pessoas trans. O primeiro lugar continua sendo o Brasil.

Segundo o relatório, os últimos dois anos foram os mais violentos com um aumento de mais de 30 por cento no número de assassinatos por LGBTfobia em relação à média dos anos anteriores.

O estudo ainda explica que os números só não são maiores pela falta de coleta de dados de crimes contra pessoas LGBTQ+ e que “devido ao medo de terem sua orientação sexual exposta, medo de sofrer violência e desconfiança na aplicação da leis, muitas pessoas LGBT+ acabam não denunciando quando são vítimas de atos de discriminação e violência“.

Seis em cada dez pessoas LGBT+ que participaram do estudo disseram que já haviam sofrido algum tipo de discriminação por sua orientação sexual durante o último ano, e mais da metade afirmou que sofreu agressões físicas e/ou assédio.

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De acordo com a Associated Press, desde 2013, menos de três por cento dos assassinatos de pessoas LGBT+ no país resultaram em condenações. Ou seja, a grande maioria dos assassinatos segue impune.

O relatório afirma que os assassinos nunca são condenados porque as autoridades “compartilham de seu preconceito” e acabam não se empenhando para solucionar esses casos.

O México é um país majoritariamente conservador e tem um histórico conflitante quanto a direitos LGBT+.

O casamento igualitário foi legalizado em 2009 na Cidade do México, entretanto, menos da metade dos estados do país permite que casais do mesmo sexo oficializem sua união.