Um estudo da plataforma TransEmpregos revelou que o mercado de trabalho impõe mais barreiras para mulheres trans no mercado de trabalho mesmo quando comparado a empregabilidade de homens trans. Dos postos de trabalho levantados pela plataforma, 47,2% são de homens e apenas 29% são de mulheres. As informações são do Correio Braziliensse.

“Mulheres transexuais enfrentam ainda mais barreiras para se inserir no mercado profissional”, defende Maite Schneider, cofundadora de banco de talentos de pessoas trans. Ela entende que essa disparidade é resultado de uma dupla discriminação sofrida por mulheres trans: primeiro pela identidade e, depois, pela questão de gênero.

Mercado de trabalho é mais difícil pra mulheres trans que homens trans, revela estudo
Mercado de trabalho é mais difícil pra mulheres trans que homens trans, revela estudo (Foto: Reprodução / YouTube- Catraca Livre)

“A gente nota que mulheres têm um início mais difícil por causa da educação. Homens trans conseguem se capacitar e se manter mais tempo nos bancos escolares”, contou Maite. O preconceito ainda durante a jornada escolar é, para ela, um dos principais motivos para a evasão de mulheres transexuais das escolas. Fator que, mais tarde, dificulta a inserção no mercado de trabalho.

“Normalmente, como no meu caso, as mulheres trans são tidas como a mariquinha, como eu era chamada. Então, eu tinha isso na minha cabeça, de que mulher era aquela que chorava, assim, não me defendia e não queria voltar a estudar”, relembrou a fundadora da plataforma.

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